Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
Steve Gunn
O universo musical padece atualmente de mavericks. De verdadeiros, dos que não são autoproclamados. Steve Gunn é um dos resistentes e, de certa forma, um sobrevivente. A carreira – ainda – não teve nenhum momento estratosférico, andou durante mais de uma década entre projectos sem a visibilidade que mereciam (como os GHQ com Pete Nolan e Marcia Bassett) e uma carreira à solo que estava a pedir mais. Esse mais aconteceu quando assinou com a Matador em meados da década passada e, entretanto, a sua audiência cresceu, um pedacito maior do mundo descobria a genialidade de Steve Gunn. Não é só um guitarrista, não é só um escritor de grandes canções.
Aliás, Gunn nunca será conhecido por escrever grandes canções, mas por experimentar, com brio e consistência, essa combinação própria de voz, escrita e guitarra e levando-a para os horizontes que sente possível em determinado momento: seja a solo, com banda, seja em registos mais experimentais. Isso, crédito lhe seja dado, não se perdeu quando assinou com a Matador. Anos intensos, três álbuns editados – “Eyes On The Lines” (2016), “The Unseen In Between” (2019) e “Other You” (2021” – em nome próprio e vários em colaborações, colaborações essas que também aconteciam a vivo. Gunn já tocou mais, mas ainda toca imenso. Instinto de sobrevivência e não só.
No ano passado editou dois álbuns, um na sequência dos da Matador, “Daylight Daylight” (No Quarter), em Novembro, que estará mais em linha com o que ouviremos em Lisboa. Disco de canções, produzido por James Elkington – amigo e colaborador regular de Gunn -, “Daylight Daylight” é menos banda e mais Steve Gunn com arranjos, em que se ouve uma carne mais polida, enquanto a voz se mistura com uma fragilidade a la Mark Hollis. Antes disso, o regresso discográfico aconteceu no verão com “Music For Writers” (Three Lobed Recordings), instrumental e, de certa forma, ambiental, em que se aventura por terrenos psicadélicos e country e pisca a o olho a um certo Steve Gunn clássico que estava mais presente antes dos anos Matador. Álbuns diferentes que nos lembram que sempre fez, ainda faz, tudo à sua maneira. Isso basta para encantar e isso basta para ser um dos grandes escritores de canções deste século. Sem exagero, é abraçá-lo, existir com a sua guitarra e ouvir música que é nivelada para todos nós, tangível, bela, palpável. Ao vivo, garantimos, o encanto ainda é maior.
AS
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Martim Beles
Martim Beles tem 21 anos e nasceu em Lisboa a 25 de Outubro de 2004,tendo vivido a sua vida toda em Faro até 2023 onde começou e continua ainda a estudar Ciências Musicais em Lisboa.
A sua música movimenta-se entre um Indie-folk, se é que pode ter somente essa label, tendo lançado o primeiro EP em Fevereiro deste ano, solidificando assim a sua estética musical de forma mais coesa.
Apresenta canções mais íntimas e também de crítica social e pessoal, acompanhadas de guitarras influenciadas pela sua fixação na sonoridade dos anos 60 juntamente com exageradas layers de sintetizador para uma junção do acústico com o analógico e digital.
Em concerto são exploradas várias formas de performance, passando desde tocar apenas guitarra e cantar, até tocar ao vivo no synth em certas canções e cantar com backing tracks acompanhando com a guitarra.
Abertura de Portas
21:00
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