Promotor
Câmara Municipal de Santarém
Sinopse
De certa forma, mais do que através da sua presença concreta, Bernardo Fachada faz parte da primeira geração a crescer com a memória de José Afonso. Daí, porventura, uma maior facilidade em ver ética onde outros viam moral, ver erudição onde outros viam popularização. Convidado pela Antena 3 para uma emissão especial alusiva ao trigésimo aniversário da sua morte, em fevereiro de 2017, Fachada tocou naquele que lhe parece um ponto essencial: “É redutor pensar que a música [de Zeca Afonso] é instrumental para aquilo que são as ideias do coletivo”, afirmou. Isto, porque considera que “as portas para o Zeca e para os seus discos começam a abrir-se mais facilmente sem o preconceito histórico”. Ou seja, que a dimensão da obra de José Afonso pode ser medida tanto pela sua universalidade quanto pelas suas implicações circunstanciais. “O Zeca levanta muitas perguntas, nunca é exatamente didático”, explica Fachada. “A origem da sua intervenção é essa: ele está a fundar um género como quem tem uma ideia. As pessoas que mais tarde o vão imitar é que transformam aquilo num género funcional… Mas ele é um músico e a génese dele é o que está nas canções”, conclui.
Era algo que tinha dado a entender um mês antes, quando participou num
podcast sobre Música de Intervenção: não diminuindo a extrema relevância do contexto sociopolítico de cada época, lembrava que, antes de mais, “a música do Zeca intervém musicalmente”. Por outras palavras, Fachada receia que a associação exclusiva da música de José Afonso ao período revolucionário que culminou no 25 de Abril de 1974 venha a impedir uma plena adesão às suas qualidades mais transcendentes, sim, mas, mais veementemente ainda tem perfeita noção de um mal maior: que esse vínculo possa de alguma maneira sugerir que as contradições que José Afonso diagnosticou nas suas canções se tenham visto inteiramente superadas pela substituição de um sistema por outro. “O Zeca detestava ser rotulado ou que lhe rotulassem as canções”, diz. “Porque é óbvio que os assuntos sobre os quais se debruçava
Abertura de Portas
30 minutos antes do espetáculo
Horário de Funcionamento
3ª a 6ª feira: 10:00-12:00 e 14:00-16:00 | ENCERRA: Sábado, Domingo, Segunda e Feriados
Nos espetáculos a realizar em horário de encerramento, a bilheteira abre 1 hora antes.
Informações Adicionais
Para adquirir bilhetes para portador de cadeira de rodas e acompanhante, por favor, contacte a bilheteira do Teatro Sá da Bandeira de Santarém terça a sexta: 10:00-12:00 e 14:00-16:00 | ENCERRA: sábado, domingo, segunda e feriados (através do telefone 243 309 460, ou envie email para teatrosabandeira@cm-santarém.pt).
Não é permitida a entrada a crianças com -3 anos. Ao abrigo do art.º 26 do decreto-lei 23/2014 de 14 fevereiro, os menores de três anos só podem assistir aos espetáculos classificados para todos os públicos desde que a lotação do recinto seja reduzida em 20%.
NÃO É PERMITIDA A ENTRADA NA SALA APÓS O INÍCIO DO EVENTO.
- Agradecemos a verificação dos bilhetes no momento da compra.
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- Não é permitida a entrada a espectadores portadores de objetos considerados perigosos
ou acompanhados por animais, com exceção de cães-guia.
- Não é permitido qualquer registo áudio ou vídeo sem autorização prévia.
- Mantenha o telemóvel ou outros equipamentos eletrónicos desligados durante o evento.
- O bilhete deve ser conservado até ao fim do evento.
- Não é permitido o consumo de alimentos e bebidas na sala.
Preços