Produtor
Medeia Filmes Lda
Breve Introdução
A Mãe e a Puta é uma variação do clássico triângulo amoroso (e muito se escreveu sobre o que nele há de biográfico, mas não é isso que importa): Alexandre (Jean-Pierre Léaud) é um jovem ocioso, mas sempre ocupado, que deambula pelos cafés de Paris (o Rosebud, o Rostand, o Flore, o Deux Magots…), vive no pequeno apartamento de Marie (Bernardette Lafont), e inicia uma ligação amorosa com Veronika (Françoise Lebrun), enfermeira no hospital Laenec. E aí começa uma espécie de ménage à trois que, entre sentimentos e pulsões fortes, acaba por se tornar tensa e insustentável. “Em que romance crês tu que estás?”, diz a determinada altura Alexandre / Léaud. A Mãe e a Puta é também um filme de palavras (se fosse livro seria um grande romance), com extraordinários diálogos, citações, collages, (“falar com as palavras dos outros, deve ser isso a liberdade”), entre uma espécie de niilismo descarnado e um dandismo pré-punk, como alguns fizeram notar.
Preços