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Organizar um baile de máscaras no Dia Mundial do Teatro é uma magnífica redundância. Vamos e venhamos: a história do teatro universal é uma interminável mascarada. Romeu e Julieta beijam-se pela primeira vez num baile de máscaras ("são beijos que livros ensinaram") e o Minetti de Thomas Bernhard fala do texto dramático como uma máscara que o ator veste em cena ("uma perversidade monstruosa"). Não são os bailes de máscaras a arte de organizar com alegria e convicção o disfarce e o fingimento? Não está a história do São João – do Real Theatro ao Nacional – repleta de bailes de máscaras? Pois bem, no Dia Mundial do Teatro vamos reativar esta tradição.
Como em todos os rituais performativos, este baile tem regras e surpresas: a) as máscaras são obrigatórias; b) devem evocar o universo teatral; c) vamos promover um concurso e atribuir um prémio para a melhor máscara; d) os atores do nosso elenco residente vão vestir algumas das máscaras mais emblemáticas da casa; e) o ator e bailarino Roldy Harrys e o DJ Kitten vão ser os pontos de ignição desta festa. Sigamos, não necessariamente por esta ordem, o conselho de Minetti: "Pôr a máscara e beber o champanhe até ao fim e depois cama."
Entrada livre até à lotação da sala
No TNSJ, gostamos de amigos. Por isso, e por ser um dos nossos amigos mais dedicados, oferecemos-lhe a possibilidade de marcar a sua presença até ao dia 27 de fevereiro, antes do restante público. Após essa data, as inscrições serão livres. |