Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
Giovanni Di Domenico & Tatsuhisa Yamamoto
Músico com uma longa e sólida relação criativa com artistas deste país, Giovanni Di Domenico tem regressado a este palco pontualmente e em consonância com essa ligação afectiva em diferentes configurações. Sempre pertinentes e com Norberto Lobo particularmente presente nessas mesmas investidas: via Eggstream, The Dream & Drone Orchestra, Orchestra Listen/Silent ou, ligando-o a esta noite, Denki Udon. Trio onde a guitarra de Lobo e o piano de Domenico iam ao encontro da bateria de Tatsuhisa Yamamoto, com o resultado dessa triangulação a ter existência perene em 'In ZDB' pela three:four em 2015. Desenrolada mais de uma década desde então, essa cumplicidade entre o pianista e multi-instrumentalista italiano e o baterista japonês que remonta a 2010, em trio de boa memória com Arve Henriksen dos Supersilent, tem sido nutrida em diversas frentes, em conclave com nomes como Jim O'Rourke ou Eiko Ishibashi - gente para quem Yamamoto gravou bateria em álbuns como 'Simple Songs' ou 'The Dreams My Bones Dream', respectivamente. Ou seja, currículos plenos que se cruzam numa rede tão densa quanto meritória e que em duo nos ofereceram já o hipnótico 'Mokusatsu' na Matière Mémoire. Disco de uma gravidade em suspensão, sóbrio na entrega mas a palpitar de vida numa música mais ou menos minimalista que vai de acordes solenes de piano em enredo nocturno com uma bateria em câmara lenta, a gravações de campo, momentos em ascensão para Fender Rhodes e pratos swingantes e passagens mais texturais e plenas de intriga, sem escancarar emoções mas perfeitamente sentida num espaço liminal de sombra e aconchego.
BS
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Manuel Mota
Mais do que um explorador da guitarra no seu sentido mais formal e asséptico, Manuel Mota é um apaixonado pelo instrumento cujo estudo minucioso em torno das suas características se revela sempre pleno de lirismo. Com a tradição mais romântica e poeirenta dos blues a assombrar o seu trabalho de forma expressiva mesmo que aparentemente intangível, Mota é uma das figuras de proa do improviso em solo europeu, e um dos guitarristas mais vitais das últimas duas décadas em qualquer lado.
Esquivo a qualquer catalogação vaga ou ao ruminar preguiçoso da sua própria linguagem, Mota desafia-se continuamente no seu próprio centro gravitacional encontrando sempre espaços por explorar numa música profundamente sua.
Elogiado por referências como Derek Bailey, Nöel Akchoté, David Grubbs.
Economia de meios, uma circulação sobretudo underground, e edições limitadas. Colaborações recentes com Margarida Garcia, Graindelavoix e o colectivo Osso Exótico.
Sempre imprevisível e sempre obrigatório.
BS
Abertura de Portas
20:00
Preços