Produtor
UMBRIA - Associação de Artes Performativas
Breve Introdução
Onde o excesso encontra o esgotamento, resta a sutura. Habitamos o momento em que a realidade se auto degrada porque passámos a alimentar-nos apenas das nossas sombras numa repetição que consome a própria cauda. No aterro, o discurso é um sermão, ruído pregado por uma perceção delirante, que inventa factos e habita o erro como verdade absoluta. Aqui, a desordem revela padrões obsessivos, repetidos até à exaustão, como uma memória que se tornou prisão. Entre o real e o fictício, o sentido dissolve-se em linguagens incorpóreas - sussurros de um código que já não comunica na ocupação do espaço. É o registo de corpos esgotados numa temporalidade distorcida — alienação em 3 horas e 3 segundos de esforço cego. É o rastilho de uma vontade de poder que nunca incendeia, mas que deixa para trás um monumento de destroços empilhados. Nada termina; tudo se transforma em relic waste. É a beleza da falha, a dignidade da saturação e a honestidade do lastro quando a luz se apaga.
Ficha Artística
Conceito, Criação e Interpretação: ANDRÉ HENCLEEDAY, BRUNO DUARTE e MARGARIDA BELO COSTA.
Apoios: CAB - CENTRO COREOGRÁFICO LISBOA
Produção: UMBRIA - ASSOCIAÇÃO DE ARTES PERFORMATIVAS
Abertura de Portas
1H antes do início do espetáculo
Preços
Descontos
- < 25 ANOS
- > 65 ANOS
- DIA DO ESPECTADOR
- GRUPOS de = ou >10PAX