Promotor
Fundação Centro Cultural de Belém
Breve Introdução
Pode adquirir o passe para todos os eventos deste Festival aqui:
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100 Anos de Miles e Coltrane
Celebrar a música e o legado de Miles Davis e de John Coltrane, cujos centenários do nascimento decorrem em 2026, é celebrar e evocar universos que deixaram marcas profundas e que exerceram uma enorme influência sobre praticamente todas as correntes do jazz e da música em geral.
Miles Davis é sem dúvida uma das figuras maiores da música do século XX. A sua marca perdura até hoje e o seu impacto transcende os limites do jazz. Trata-se de um músico intenso, ambicioso, que abriu um mundo de possibilidades sem recorrer ao mero virtuosismo para construir um discurso musical. Dotado de um som puro – com ou sem a sua famosa surdina harmon – transmitiu quase sempre uma sensação de confidencialidade na execução musical, sem prejuízo de, tal como Louis Armstrong antes dele, ter impresso um ímpeto dramático na interpretação dos seus solos. Nos seus improvisos e respetivo desenvolvimento, perpassa uma sensação de clareza, objetividade e intenção.
Como um dos grandes líderes do jazz, deu sempre espaço aos seus músicos (uma das suas principais características), permitindo que estes se apresentassem sempre ao seu melhor nível. É com este espírito que, em 1955, Miles convida John Coltrane para integrar uma nova formação (Miles Davis Quintet) e com ele grava álbuns marcantes, consolidando o seu nome como um dos grandes músicos e intérpretes no saxofone tenor. Coltrane tocou em várias formações e com músicos fundamentais para a evolução das linguagens musicais mais experimentais, gravando mais de 50 títulos, e marcou outros territórios musicais para além do jazz, nomeadamente nas áreas do rock e da música erudita.
Por estes dias vamos celebrar o legado de ambos, numa programação onde convivem outras propostas musicais que, nas suas diferenças, afirmam a liberdade criativa e a universalidade do jazz.
Sinopse
Pela Beleza do Gesto
Abordar a música de Bach num contexto jazz é uma proposta, no mínimo, ousada. Desde o primeiro momento, senti que o devia fazer com um gesto vincado, fresco e livre de preconceitos, tirando partido das expetativas de quem nos ouve. Quis dar continuidade à minha exploração de música poli-temporal, com um piscar de olho ao phasing de Steve Reich, assim como à experimentação com colagem musical, sobrepondo elementos de diferentes composições, fomentando novas relações sonoras e referenciais.
Este projeto é um misto de reverência e irreverência: a irreverência de transformar a música de Bach a um nível basilar e a reverência de imitar o gesto do mestre alemão – a mistura. A mistura do popular com o religioso, a mistura da construção intelectual com a dimensão física tão presente na sua música para teclado.
Quodlibet é o resultado do diálogo entre esta música, escrita ao longo de meses, e as vozes de alguns dos maiores nomes do jazz português, que lhe emprestaram o seu olhar, a sua imaginação, o seu som.
— Daniel Bernardes
FICHA ARTÍSTICA
Piano Daniel Bernardes
Saxofone Ricardo Toscano
Acordeão João Barradas
Contrabaixo Demian Cabaud
Bateria Joel Silva
Informações Adicionais
A Fundação Centro Cultural de Belém reserva-se o direito de proceder à captação, armazenamento e utilização de registos de imagem, som e voz, com a finalidade de difusão e de preservação da memória, quer das suas atividades culturais e artísticas, quer dos seus espaços. Para quaisquer esclarecimentos adicionais utilize o endereço eletrónico [email protected]
Preços
- Plateia - 15€
- Lateral Esq - 12€
- Lateral Dir - 12€
- Cad. Rodas e Acomp | Plateia - 12€
Descontos
- Cartão CCB
- Desempregados
- Estudante
- Grupos + 20PAX
- Maiores de 65 anos
- Menores de 30 anos
- Pessoa c/ Nec. Específica
- Prof. do espetáculos