Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
Rita Braga
A particularidade de Rita Braga manifesta-se novamente de uma forma inesperada. Tem feito carreira em reformular cancioneiros, talvez reformular não seja a expressão correcta, mas encontrar uma nova casa para canções que ora estão esquecidas ou pertencem a universos muito particulares que ressurgem com uma voz e arranjos que justificam um novo tecto. Música que sai do seu local original/natural e encontra, com Rita, uma ficção que é muito dela. E que sabe conviver com a matéria original.
Diz-se inesperada porque agora procurou no fado canções que lhe pudessem servir. Fado Tropical resulta de uma busca por temas esquecidos, dos primórdios do fado, que renascem agora com cores que lhes servem para o presente. Dito de outra forma, se fosse dito que as canções eram originais de Rita Braga, acreditávamos. Parte, mérito pela coesão da escolha; outra parte pela forma como faz com que tudo se oiça de uma forma íntegra, sem pensar na sua origem. Os temas que Rita escolheu para musicar são consistentes em grupo, parecem parte de um mesmo tacho e não elementos de uma ideia de fundação.
Em estúdio contou com Tó Trips, JP Simões e Paulo Furtado, parceiros desta ideia de olhar para o passado e convidá-lo a reencontrar o presente. Jogam todos em casa. As canções estão povoadas de existencialismo quotidiano, simples e eficaz, onde sentimentos elementares se complementam com sugestões vagas que dão espaço à imaginação. Os arranjos com ukelele, marimba, vibrafone, violoncelo, saxofone e o uso de sons concretos tornam este fado num lugar encantatório. O fado, música de raiz, pode aqui viver um lado burlesco, teatral, em que nada parece desajustado, apenas reintegrado no aqui e hoje.
No concerto de lançamento na ZDB será também a estreia do trio, com Rita Braga na voz e ukulele/banjolele, Rui Rodrigues nas percussões e João Cabrita no sax.
AS
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Inóspita
Inóspita, alter ego da lisboeta Inês Matos, é a procura de um compromisso com o formato da canção e de uma abordagem própria ao seu instrumento, privilegiando a narrativa melódica apenas à guitarra.
Começou a tocar guitarra com 9 anos, a dar aulas de guitarra aos 16 e estudou na escola de Jazz do Hot Clube de Portugal.
Deu o seu primeiro concerto como Inóspita em janeiro de 2018 na ZDB e em 2022 lança o seu primeiro álbum, Porto Santo, gravado na ilha que lhe dá nome.
Em 2024, edita E nós, Inóspita?, gravado e co-produzido em Sintra com Chinaskee, onde pretende homenagear diferentes pessoas na sua vida que a enriquecem com as suas visões e devaneios e que permitem chegar a um fim do dia inevitavelmente sozinha mas, de alguma forma, um pouco menos só.
No início de 2025 foi nomeada “Melhor Artista Solo” pela Futurawards e no final do mesmo ano musicou o filme mudo “The Cabinet of Dr. Caligari” de 1920 com edição prevista para 2026 pela Trash Cat Records.
Toca com bandas desde a adolescência fazendo, atualmente, parte de projetos como João Borsch, Anarchicks, A Sul e Rita Cortezão.
Abertura de Portas
21:00
Preços