Promotor
Escola de Mulheres - Oficina de Teatro, Lda
Sinopse
Abrir Fogo foi escrito à mão e entregue às suas intérpretes, fugindo ao tempo das formatações, no dia em que nos tiraram os bancos dos jardins. Quando deixou de haver sombras no espaço público, o sol queimava menos no sofá de casa, onde todos nos tornámos ativistas por detrás do ecrã do telemóvel. Pusemos a máscara dos heróis da partilha de informação sangrenta, doámos euros à causa humanitária e chorámos. O direito à rua foi-nos negado, marginalizaram o corpo da mulher, as idades e o futuro porque era uma invenção.
Em Abrir Fogo ouvem-se vozes de manifestações pelo direito à liberdade, pelo direito à dignidade e acima de tudo pela paz. Convocam-se elementos visuais do universo do espaço público em parceria com a artista plástica Lea Managil, inserindo-os num espetáculo conduzido por duas intérpretes que usam a fisicalidade como veículo de protesto. Levantam-se questões sobre o quão profícuo poderá ser um manifesto dentro de uma sala de teatro e em que medida a arte é poderosa como arma de protesto. Numa provocação à censura, num protesto à restrição de liberdade, no combate à austeridade pergunto-me: como chegar à celebração, por entre guerrilhas, no momento de abrir fogo?
Ficha Artística
texto original e encenação
ANA SAMPAIO E MAIA
cocriação e interpretação
MARTA LAPA E MELANIE FERREIRA
cenografia e figurinos
LEA MANAGIL
desenho de luz
PAULO SANTOS
fotografia
BRUNO SIMÃO
direção de produção
RUY MALHEIRO
produção executiva
MARIA RUI CUNHA
operação técnica
HUGO NICHOLSON
80ª produção Escola de Mulheres
Preços
Descontos
- >65 e <30
- DIA DO ESPECTADOR
- P. Espetáculo e Parceiros
- Residentes Arroios