Promotor
Município de Lagos
Sinopse
A movimentação de populações é um fenómeno intemporal. Assistimos, desde o início da Humanidade, a estas viagens na terra provocadas por diversas razões: expansão do
território, procura de novos recursos, curiosidade ou, mesmo, resultado de conflitos sempre presentes desde que temos registo. Viagens forçadas. Viagens que criam, não
novas casas, mas antes refúgios e asilos.
Se nos focarmos nos acontecimentos mais recentes da Ucrânia, Síria, Myanmar, Somália, Venezuela, Nigéria, Sudão do Sul, Afeganistão, Iraque, Palestina, e tantos outros
espalhados pelo mundo, encontramos algumas das crises de refugiados mais graves das duas primeiras décadas do século XXI. Sabemos, no entanto, que isto sempre
aconteceu e que se prevê que continue no tempo este exemplo de crueldade e intolerância humana.
Um corpo a encarar o abismo. Como é essa sensação de abismo? Como se vê ou sente o corpo envolto em nada? O abismo que se estende e que, por momentos, se promete
sem pontes. Porque é que continuamos a criar esse abismo? Como é que se continua a abrir e escancarar o solo para que se vão casas, ruas e avenidas?
Ser refugiado é estar em fuga imposta. Até quando deixaremos que alguém comece a caça? A Humanidade faz-se cega e não vê os corpos com que o mar faz novos areais. A
Humanidade faz-se surda e ignora os pássaros que deixaram de cantar. A Humanidade faz-se muda e não delata os horrores que se estendem no abismo.
Através de devising theatre em conjunto com um grupo de refugiados, descobrimos as palavras certas para descrever essa incomparável sensação de vazio, de total e
completa incapacidade de resposta ou solução.
Numa pequena estação de comboios em Helsinki, Brecht relata-nos a história de dois corpos a olhar o abismo, envoltos nele, em fuga da Alemanha nazi. Hoje, Skeiker
verbaliza as estórias dos corpos com os quais se cruzou durante este processo e durante o seu próprio processo individual. E estes corpos que aqui encontram voz podem ter
acabado de chegar do Mar Mediterrâneo, podem ter sido atirados de país em país, podem ter chegado clandestinos na carga de um camião... Podem ser, acima de tudo,
refugiados - corpos vivos a fugir da morte certa.
Em 18 MONTHS partimos do refúgio para alcançar a reflexão sobre pessoas com resiliência invejável na luta pela sobrevivência, de gente obrigada a fugir das suas vidas para
salvar a própria vida.
Ficha Artística
Uma criação de Quarteto Contratempus
Libreto e Recolha de depoimentos de refugiados Fadi Skeiker
Composição Dimitris Andrikopoulos
Encenação Nuno M Cardoso
Interpretação Teresa Nunes (soprano), Miguel Leitão (tenor), Crispim Luz (Clarinete), Carolina Freitas Leite (Violoncelo) e Bernardo Pinhal (Piano)
Figurinos e Cenografia Nuno Carinhas
Vídeo e Desenho Multimédia Hugo Edgar Mesquita
Desenho de Luz e Operação Mariana Figueroa
Desenho de Som e Operação José Afonso Monteiro
Coordenação de Produção e Comunicação Marta de Baptista
Produção Executiva Jéssica Roque
Assistente de Produção e Comunicação João Pedro Rocha
Apoio à criação Raquel Melo
Coprodução: Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
O Quarteto Contratempus é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura / Direção Geral das Artes
Informações Adicionais
- Caso pretenda adquirir um bilhete de mobilidade reduzida e um de acompanhante, deverá contactar a bilheteira do Centro Cultural de Lagos (282 770 450).
- Agradecemos a conferência dos bilhetes no ato da compra, não efetuamos trocas ou devoluções.
- De acordo com o tipo/características do espetáculo, o Centro Cultural de Lagos e/ou a Produção, podem não autorizar entradas tardias e/ou, em caso de saída da sala durante o espetáculo, não autorizar o regresso ao mesmo.
- Ao abrigo do art.º 26 do decreto-lei 23/2014 de 14 fevereiro, os menores de três anos só podem assistir aos espetáculos classificados para todos os públicos, desde que a lotação do recinto seja reduzida em 20%.
- Só será permitida a entrada a titulares de bilhete com desconto, mediante a apresentação de documento comprovativo da situação que originou o desconto.
- Não é permitida a entrada de animais, exceto cães guia.
- Os descontos não são acumuláveis.
Preços
Descontos
- Cartão jovem
- Maiores de 65 anos
- Menores de 12 anos
- Via Verde Cultura