Promotor
Associação Divino Sospiro
Breve Introdução
O presente programa recebe o título da peça homónima do Cancioneiro de Lisboa. Este cancioneiro, presentemente na Biblioteca Nacional, contém música de finais do século XV e século XVI, tanto obras sacras como canções em língua vernácula.
O Cancioneiro de Elvas, hoje em dia na Biblioteca Municipal da mesma cidade, é uma compilação de música e poesia do século XVI. A maior parte das peças e textos são de autores anónimos. De características semelhantes é o Cancioneiro de Paris, presentemente na École Supérieure de Beaux-Arts dessa cidade.
Por último, o Cancioneiro de Belém é o de mais recente elaboração (uma inscrição indica para o ano de 1603), contendo porém música da segunda metade do século XVI.
Ficha Artística
A MÚSICA DOS CANCIONEIROS PORTUGUESES NO SÉC. XVI
D’ça vos vestistes (Cancioneiro de Belém)
Ay de mim sin ventura
(Cancioneiro de Belém)
Não me espanto já de não
(Cancioneiro de Paris)
Olhos que andais agravados
(Cancioneiro de Paris)
Mis oios tristes lhorando
(Cancioneiro de Lisboa)
á não podeis ser contentes
(Cancioneiro de Elvas)
O tempo bom tudo cura
(Cancioneiro de Lisboa)
Ave Maria
(Cancioneiro de Lisboa)
Dulçe suspiro mio
(Cancioneiro de Belém)
O más dura que mármor
(Cancioneiro de Belém)
Si tantos monteros
(Cancioneiro de Lisboa)
Do vosso bem querer Senhora
(Cancioneiro de Paris)
Niña era la infanta
(Cancioneiro de Lisboa)
Na fonte está Lianor
(Cancioneiro de Paris)
Fontes:
Cancionero de Belém (P-Lma Ms. 3391) s.XVI
Cancionero de Elvas (P-Em Ms. 11793) s.XVI Cancionero de Lisboa (P-Ln CIC 60) s.XV/s.XVI Cancionero de Paris (F-Peb Masson 56) - s.XVI
André Ferreira | órgão, baixo
Maria Bayley | harpa, soprano
Teresa Duarte | viola da gamba, soprano
Notas Suplementares
O ensemble 258 tem como objectivo recuperar o património musical europeu, prestando sempre uma cuidada atenção às fontes, contextos e formas de interpretação da época. Visa dar tanto prioridade à execução de música de grandes autores como divulgar obras e compositores menos conhecidos. E por último, recuperar a ideia do músico como pluri-instrumentista, deixando de lado noções de hiper-especialização e aproveitando a perspectiva ampla e rica dada pela interpretação de obras desde vários pontos de vista, sempre com o objectivo de a transmitir ao público.
Sito no 258 da Avenida 5 de Outubro, o número da porta do Instituto Gregoriano de Lisboa dá nome ao ensemble fundado por André Ferreira, Maria Bayley e Teresa Duarte. Três músicos nascidos na escola lisboeta, o impacto de toda a formação inicial deixou uma marca positiva para a vida, e o amor à camisola passou de sentimento a título. Tendo traçado caminhos musicais semelhantes, passando vários anos de estudo na Holanda e sempre com grande interesse nos repertórios mais antigos, a formação de um ensemble dedicado à interpretação de música Barroca era uma escolha clara.
Preços