Promotor
Teatro Nacional São João E.P.E.
Breve Introdução
A ópera Relicário Perpétuo insere-se no programa oficial das comemorações do V Centenário do nascimento de Camões, e reúne um naipe extraordinário de artistas. A composição musical é de Luís Tinoco, o libreto, de Luísa Costa Gomes, Nuno Carinhas encena e a maestrina Joana Carneiro dirige a Orquestra Sinfónica Portuguesa. De todos os Camões, qual deles guardar e celebrar? O do teatro mal-amado? O dos sonetos petrarquistas, o das odes horacianas, o da epopeia virgiliana? Nesta ópera figuram todos eles, o mais que podem. Numa geografia fantasiosa de corte oriental, um príncipe coleciona tudo o que lhe vem à mão, incapaz de decidir sobre o seu valor, esperando o regresso do pai, a sua bússola moral e estética. Esta é a arena onde Camões irá lutar pelo seu lugar no cânone, influenciado pelo Vizir, que lhe aponta as vantagens da epopeia. Relicário Perpétuo assume-se como uma tragicomédia, com um libreto onde cabem e se jogam textos em várias línguas: o papiamentu e o negrillo, línguas inventadas a partir do provençal e do catalão, sendo o português literário seiscentista apenas mais uma língua estrangeira. Nesta ópera, Camões e o relicário das línguas solicitam revisitação perpétua.
Ficha Artística
música Luís Tinoco
libreto Luísa Costa Gomes
direção musical Joana Carneiro
encenação e figurinos Nuno Carinhas
cenografia Pedro Tudela
desenho de luz Rui Monteiro
realização vídeo Luís Porto
Orquestra Sinfónica Portuguesa
solistas André Baleiro, Rodrigo Carreto, André Henriques, Mariana Fabião, Camila Mandillo, Andrea Conangla, João Delgado Lourenço (projeção)
produção Teatro Nacional de São Carlos