Promotor
Ágora - Cultura e Desporto do Porto, E.M., S.A.
Breve Introdução
Há uma casa. Não é apenas um lugar... é um corpo, uma memória, uma matéria feita de sombra. Dentro dela, um homem procura ver. Fecha os olhos. E é então que algo começa: uma luz mínima, quase impercetível, que hesita entre aparecer e desaparecer. Uma presença. Talvez uma mulher. Talvez apenas a forma de um desejo.
Mulher Luz nasce nesse intervalo, entre o que se vê e o que se imagina, entre o gesto e a sua falha. A partir de uma adaptação livre das obras de José Luís Peixoto, a peça constrói-se como um percurso sensorial onde a palavra se fragmenta e o corpo se torna linguagem. Marionetas, vídeo e matéria convocam um espaço instável, onde as figuras surgem e se desfazem, como se nunca chegassem verdadeiramente a existir.
A casa transforma-se. A escuridão ganha espessura. O mundo infiltra-se, por vezes violento, por vezes absurdo e atravessa os corpos... deixando marcas, ausências, vazios. No centro, a tentativa persistente de tocar o que escapa. Mas há encontros que não se cumprem. Há presenças que só existem enquanto são procuradas. — Teatro de Marionetas do Porto
Ficha Artística
Conceção e encenação
Paulo Duarte a partir de Uma Casa na Escuridão, A Casa, A Escuridão, de José Luís Peixoto
Construção, cenografia e marionetas
Filipe Azevedo, João Pedro Trindade
Desenho de luz
Filipe Azevedo
Universo sonoro original
Morgan Daguenet
Figurinos
Letícia dos Santos
Direção técnica e operação de luz, som e vídeo
Filipe Azevedo
Intérpretes criativos
Micaela Soares, Vítor Gomes, Filipe Azevedo
Produção
Teatro de Marionetas do Porto
Fotografia de cena
Susana Neves
Coprodução
Teatro de Marionetas do Porto, Teatro Municipal de Matosinhos Consta
Preços
Descontos
- BILHETE DE GRUPO
- Cartão Porto.
- ESTUDANTES
- MAIORES DE 65