Promotor
OPART - Organismo de Produção Artística, EPE
Breve Introdução
Este evento realiza-se no | This event will take place at
Teatro Camões
Passeio Neptuno, 1990-193 Lisboa
Sinopse
O que guardar, o que deitar fora, o que tem valor - que autoridade poderá ditá-lo? E Camões, qual deles guardar e celebrar? O dos sonetos petrarquistas, o das odes horacianas, o da epopeia virgiliana agora em revisão? O Camões do teatro mal-amado? O das cartas semi-vis? O das sátiras ainda por estudar? Em Relicário perpétuo estão todos os Camões, o mais que eles podem. No libreto, o Poeta convoca
uma geografia fantasiosa de corte oriental, onde um desamparado príncipe coleciona indiscriminadamente tudo o que lhe vem à mão, numa acumulação insana, incapaz de decidir sobre o seu valor. Espera o regresso de Salomão, seu pai, sua bússola moral e estética. Naufragado e oprimido nessa ilha encantada que o adora, a corte de Gerardo é a arena onde Camões irá combater pelo seu lugar no cânone, influenciado pelo Vizir que lhe faz ver as vantagens da epopeia. Trata-se, então, de uma tragicomédia, mais humorística nas cenas de carácter crítico-museológico, mais trágica no tom impaciente de Camões encarcerado nas nossas leituras redutoras.
O libreto tem seis cantores e um faquir mudo. São três vozes masculinas e três femininas, representando algumas delas várias partes. Para além de Camões, príncipe dos poetas de Portugal, temos Gerardo, príncipe de sangue da Índia; Hipócrita, o vizir do rei Salomão, e o próprio Salomão, que regressa em pessoa para de novo partir no seu projeto de envelhecimento ativo. As vozes femininas são a da Escrava, uma espécie de factótum de todos, de serviço ao Relicário e não só, A Santa de Roca, uma senhora que tem ouvido absoluto, ouvindo até os sons vindos do futuro; e a Boba Joana, tecendo comentários que vão do popular ao filosófico. A Santa de Roca será também uma Cantora e uma Cortesã, Dona Isabel.
Uma nota apenas sobre as línguas em que o libreto é escrito: inclui textos em papiamentu e (mais ou menos) negrillo, para além de línguas inventadas que partem do provençal e do catalão e às vezes soam a galaico-portucalense; o português literário seiscentista é apenas mais uma «língua estrangeira».
Ficha Artística
Música, Luís Tinoco
Libreto, Luísa Costa Gomes
Direção Musical, Joana Carneiro
Encenação e Figurinos, Nuno Carinhas
Assistente de Encenação, Henrique Pimentel
Cenografia, Pedro Tudela
Realização de Vídeo, Luís Porto
Desenho de Luz, Rui Monteiro
Assistente do Compositor, Tiago Simas
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Solistas
André Baleiro Camões, principe dos Poetas de Portugal ; Salomão, o Rei
André Henriques Hipócrita, o Vizir
Rodrigo Carreto Gerardo, príncipe de sangue da Índia
Camila Mandillo Catarina, a Santa de Roca; Cortesã
Andrea Conangla Joana, a Bôba; Cortesã
Mariana Fabião Bárbara, a Escrava; Cortesã
João Lourenço Delgado Faquir
Preços
- Plateia A - 40€
- Plateia B - 40€
- Plateia C - 30€
- Plateia D - 30€
- Plateia C1 - 30€
Descontos
- Desempregados
- EstudantesÁreaEspectáculo
- Grupos + 10 pax
- Maiores de 65 anos
- Menores de 25 anos
- Profissionais Espectaculo