Promotor
Câmara Municipal de Torres Vedras
Breve Introdução
Maria Liberdade é uma mulher, várias mulheres e todas as mulheres. Enquanto espectáculo, Maria Liberdade é um concerto que é um bordado entre as raízes da música tradicional portuguesa e o manifesto da liberdade no feminino. Partindo do cancioneiro tradicional português e das Canções de Abril, canta-se a resistência da mulher e o sopro de libertação. A cada canção, som ou poema fala-se de clausura e prisões sociais, revolução e luta, sororidade e liberdade. Do Abril de 1974. Do antes e do depois. 50 anos depois.
Com voz e adufe, percorre-se um repertório dedicado à mulher de Abril, com palavras ditas e cantadas, cantigas de trabalho de outras eras, canções de intervenção, poemas, testemunhos e prosas. Maria Liberdade são as mulheres que viveram apertadas por uma ditadura, as que sorriram na manhã de 25 de abril de 1974, as que pisaram nas tábuas flutuantes da mudança, as que ainda hoje caminham sozinhas e com medo na rua. Maria Liberdade tece nas mãos o caminho de Abril, canta o que dói, o conquistado e o por conquistar. Das feridas saradas e das abertas, das dores de que falamos e das que escondemos mordendo os lábios. Canta e abre os braços num manifesto de quem sabe, que as canções são cartas de liberdade.
Ficha Técnica e Artística:
Arranjos e criação Fio à Meada
Interpretação, vozes e percussão Fio à Meada
Produção Fio à Meada
Reportório As mulheres do cancioneiro tradicional português, as de Zeca Afonso, GAC e José Mário Branco
Estilo Tradicional português; folk e coral polifónico
Preços